Simone Costa

 

Simone André da Costa - Projeto Globetrotter - Escolas e Comunidades Alternativas no Mundo: Em viagem através de 17 países, em busca de Lugares Encantados da Infância – Relato de Experiência.

Psicóloga, educadora e autora portuguesa, natural de Bragança, embarcou numa viagem através de 17 países, visitando 37 projetos educativos, como parte do Projeto Globetrotter - Escolas e Comunidades Alternativas no Mundo. Simone pretende partilhar reflexões sobre o que aprendeu em cada projeto, explorando a aparente dicotomia em torno do natural e do artificial. Parte do seu trabalho, retratado no seu primeiro livro sob o mesmo título do projeto de viagem e exploração a solo, assim como na Exposição Fotográfica "Imagine a School," tem vindo a ser partilhado em Portugal e noutros países, sendo oradora em diversos eventos como o TEDxPorto2018 na Casa da Música entre outros. Simone é licenciada em Psicologia pela Universidade do Minho (2003) e pós-graduada em Pedagogia Waldorf pela La Salle International School - Madrid (2009), iniciou em 2017 a formação em Escola da Floresta em Londres.  

 

APRESENTAÇÃO   

 

Resumo da comunicação

"Projeto Globetrotter - Escolas e Comunidades Alternativas no Mundo: Em viagem através de 17 países, em busca de Lugares Encantados da Infância – Relato de Experiência."

 

E se, da escola não fizessem parte, necessariamente, quatro paredes, mesas, cadeiras e janelas? E se, mesmo havendo salas, não houvesse paredes entre as mesmas e estas fossem aulas abertas sem divisões? E se, do currículo escolar fizesse parte saltar na lama, construir casas nas árvores, lanchar sentados em troncos de madeira, escutar contos dentro de cabanas de ramos de árvores construídas pelas próprias crianças ou brincar espontaneamente debaixo de céu livre? E se, as crianças pudessem escolher quando aprender e o que aprender, em grupos de trabalho de meninos e meninas de idades diferentes? E se, não houvesse livros nem testes na escola? E se, as crianças pudessem “construir” os seus próprios livros de aprendizagem? E se, aprender o alfabeto se pudesse fazer, escrevendo no ar? E se, as crianças pudessem dormir ao ar livre no Jardim-de-infância, na hora de descanso? E se, brincar, independentemente das condições do tempo, fosse possível sempre ao ar livre? E se, a vida e a educação passassem a ser encaradas como percursos de autoeducação constante em vez de processos de avaliação quantitativa constante? E se, aprender matemática se pudesse fazer saltando à corda ou tricotando com as mãos, sem agulhas? E se, a Escola pudesse ser “Livre”? E se, o Yoga ou a meditação Mindfulness fossem parte da escola? E se, a nossa casa pudesse ser a nossa própria escola? E se, aprender se pudesse fazer viajando pelo Mundo? O Projeto Globetrotter pretendeu responder a estas perguntas, numa fase inicial, desenvolvendo, conhecimentos de várias metodologias pedagógicas, através de uma viagem de pesquisa presencial e entrevista entre os anos de 2006 a 2018, através de 16 países diferentes, recolhendo impressões fotográficas e recolhendo dados para análise qualitativa de 42 projetos sobre Projetos Educativos Alternativos, como por exemplo: Jardins-de-infância que se desenvolvem inteiramente na floresta, que são os chamados Waldkindergarten ou Forest Schools, assim como outros projetos como os Camphills, a Pedagogia Sócio Curativa, entre outros, que se desenvolvem na linha de orientação Waldorf e Antroposófica; Escolas e Jardins-de-infância que se desenvolvem no âmbito da Pedagogia de Maria Montessori; Eco Aldeias, como também outros, que revelaram promover a criatividade e o respeito pelo desenvolvimento integral do Ser Humano, assim como o respeito pela Terra e pela Natureza e que fomentam, desta forma, uma educação livre, sustentável e mais holística. Os objetivos do projeto passaram por criar, através dos conhecimentos adquiridos, uma plataforma de partilha e de trabalho transversal em educação integral em Portugal, na primeira infância, partilhando a experiência das visitas e os dados recolhidos nos vários países, através de palestras, exposições fotográficas e documental vídeo, em várias localidades, no sentido de contribuir para a “re-imaginação” de um novo modelo de educação. O feedback obtido durante esses mesmos eventos, até ao momento, revelou a crescente necessidade sentida, quer por parte de professores, pais, terapeutas e participantes, de “re-imaginar” a educação de forma transversal, por forma a incluir conceitos e práticas, que puderam ser vividas e transmitidas, durante a viagem e pesquisa com o Projeto Globetrotter.